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Polícia de SP faz reconstituição da morte de PM achada com tiro na cabeça

A Polícia Civil realiza, nesta segunda-feira (2), a reconstituição da morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, no Brás, região central de São Paulo.

Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas os investigadores passaram a apurar a possibilidade de homicídio após a coleta de depoimentos. A mãe da soldado pede que o caso seja investigado como feminicídio.

Marinalva Santana afirmou à polícia que o tenente-coronel era uma pessoa violenta e ciumenta e que a filha vivia um relacionamento abusivo. Segundo ela, Gisele pensava em se separar.

“A vida dela virou um tormento com esse homem, só briga, muito ciúmes dele. Ela não podia usar um batom, um salto, que ele brigava com ela”, disse a mãe, Marinalva Santana. “Minha filha jamais faria isso, tirar a vida dela e deixar a filhinha que tanto ela amava”.

A policial foi encontrada morta no dia 18 de fevereiro. De acordo com Geraldo, ele estava no banho quando a policial teria atirado contra a própria cabeça.

Ele afirmou à polícia que, após uma discussão, entrou no banheiro e, cerca de um minuto depois, ouviu um barulho. Ao sair, ele encontrou a mulher ferida. Gisele foi socorrida, mas morreu.

A bala que atingiu a policial saiu da arma do tenente-coronel, conforme as investigações. Eles estavam casados há dois anos.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a reconstituição “faz parte do trabalho investigativo que atua para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido”.

sbtnews

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