Piauiense de 31 anos tem morte cerebral em SP e família vai doar órgãos

A piauiense Gabriela Martins Santos Moura, de 31 anos, teve morte encefálica decretada nesta terça-feira (24), no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde estava internada há oito dias. A família decidiu pela doação de órgãos.
Gabriela teve complicações em um procedimento cirúrgico realizado na terça-feira de carnaval e ficou internada na UTI. Hoje, os médicos confirmaram a morte cerebral.
Em um comunicado, a família destaca que a doação representa esperança e vida como Gabriela era.
“É com imensa tristeza que comunicamos a partida da nossa Gabriela, que teve a morte encefálica confirmada hoje (24/02/2026) pela equipe médica. Neste momento de dor, conforta-nos saber que seu amor e sua generosidade permanecerão vivos através da decisão de seguir com a doação de órgãos, gesto de imensa grandeza que levará esperança e vida a outras pessoas, assim como ela era”, destaca.
Advogada por formação, Gabriela Moura atuava como terapeuta e mindfulness, além de influencer que divulgava em suas redes sociais informações sobre qualidade de vida e equilíbrio físico e mental. Ela era casada com um médico, também piauiense, e morava em São Paulo.
Ainda não há informações sobre velório e enterro, já que ainda está sendo realizada a captação dos órgãos.
“Confiamos que Deus, em sua infinita misericórdia, a receberá em seus braços e cuidará dela com todo amor, trazendo consolo aos nossos corações. Pedimos que familiares e amigos se unam em oração, agradecendo por sua vida e por tudo o que ela representa para cada um de nós”, finaliza o comunicado da família.
Doação de órgãos salva vidas
A doação de órgãos no Brasil ocorre após a confirmação de morte encefálica, seguindo critérios médicos rigorosos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A autorização da família é obrigatória para que o procedimento seja realizado.
Após o consentimento, uma equipe especializada realiza a captação, e os órgãos são destinados conforme a lista única de espera, que leva em consideração critérios como gravidade do paciente, tempo de espera e compatibilidade sanguínea e genética.
Um único doador pode salvar até oito vidas por meio de transplantes e beneficiar ainda mais pessoas com a doação de tecidos.
Antes de receber o novo coração, a família de Sophia utilizou as redes sociais para mobilizar seguidores, pedir orações e incentivar a doação de órgãos. Em publicações frequentes, os familiares destacavam a importância de ser doador e reforçavam que a autorização da família é decisiva para que outras vidas sejam salvas.
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