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Piauí terá chuvas intensas a partir de fevereiro; veja previsão

O Piauí está sob alerta de chuvas desde quarta-feira (14) em algumas regiões do estado. Em outras áreas, o aviso é de baixa umidade relativa do ar, cenário que exige planejamento e ações distintas por parte da Defesa Civil.

Em entrevista, o secretário estadual da Defesa Civil, deputado Nerinho, comentou sobre o monitoramento climático e as estratégias de prevenção de desastres naturais previstas para 2026. Segundo o secretário, havia preocupação inicial com a possibilidade de um inverno fraco, semelhante ao registrado no ano passado. Mas após diálogo com especialistas, a projeção mudou.

“Nós tínhamos a perspectiva de um inverno seco, como ocorreu em 2025, e isso nos preocupava muito. Se o estado enfrentasse uma nova seca, seria uma catástrofe. Mas os especialistas explicaram que existe um aquecimento no oceano, e quando isso ocorre a umidade vem para o Piauí. Teremos um inverno a partir de fevereiro, relativamente extenso, podendo seguir até maio”, afirmou.

O secretário ressaltou que a atuação da Defesa Civil atualmente é focada principalmente na prevenção, com trabalho integrado entre municípios, estado e União. E lembrou que os municípios podem solicitar recursos diretamente ao Governo Federal por meio da plataforma Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).

“Hoje a Defesa Civil trabalha muito mais na prevenção. Nossa principal função é orientar os gestores, os prefeitos, para que possam acessar os programas federais e se planejar. As prefeituras podem se inscrever diretamente nessa plataforma, e os recursos chegam para a Defesa Civil, que atua em conjunto com outras secretarias, como Educação, Saúde e Assistência Social”, explicou.

Agricultura familiar e segurança hídrica e seca

O Secretário enfatizou que a maior preocupação do governo é garantir segurança hídrica, especialmente para os pequenos produtores. “A agricultura familiar representa mais de 60% da produção. Precisamos fortalecer essa cadeia produtiva, que sustenta tanto o homem do campo quanto o homem urbano”, pontuou.

Sobre o comportamento das chuvas, o secretário explicou que ainda há incertezas quanto à regularidade.

“A dúvida da Defesa Civil é em relação à constância das chuvas, se serão contínuas ou de pico. No caso das chuvas de pico, já teremos água para o pasto e para os reservatórios, garantindo a segurança hídrica. Se forem chuvas constantes, a agricultura também estará plenamente satisfeita”, acrescentou.

Em relação ao semiárido, o Secretário reconheceu que a seca ainda é um desafio histórico. Entre as ações previstas estão perfuração de poços, construção de mini barragens e ampliação da rede de abastecimento de água.

“Fico triste em pleno século XXI ainda falarmos tanto em carro-pipa. Não vamos exterminar isso de imediato, mas precisamos minimizar ao máximo. Vamos trabalhar onde há água no subsolo com poços, e onde não há, com barragens. A função do governo é garantir água para os 224 municípios”, destacou.

Obras estruturantes e Parnaíba

A cidade de Parnaíba, no litoral do estado enfrenta um histórico de alagamentos, especialmente no período chuvoso, uma obra estrutural já está em andamento para corrigir a situação. O secretário destacou que a solução depende da atuação conjunta do Governo do Estado, Prefeitura, Corpo de Bombeiros e sociedade.

“É uma obra antiga e muito esperada. Ela já está licitada, com data marcada agora para 9 de fevereiro. Acreditamos que até o final de maio ou início de junho a obra já esteja iniciada afirmou.Vai haver transtornos, mas o objetivo final é resolver definitivamente essa problemática”, concluiu.

cidadeverde

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