Pacientes com Parkinson não recebem remédio da FMS há seis meses

Pacientes diagnosticados com Parkinson em Teresina e que dependem no sistema público de saúde para ter qualidade de vida, vêm enfrentando uma verdadeira batalha desde que o medicamento Prolopa 200/50 mg parou de ser fornecido gratuitamente pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), escancarando as falhas na prestação de serviço à população. O remédio atua na reposição da dopamina no cérebro, amenizando alguns sintomas da doença e proporcionando que pessoas com Parkinson continuem desempenhando suas atividades cotidianas.
No entanto, cada caixa do Prolopa custa em média R$ 100, o que o torna bastante inacessível para pessoas de baixa renda, que costumavam recebê-lo de forma gratuita na farmácia do Hospital Lineu Araújo. Diagnosticado com Parkinson desde 2018, Valdimir Alves é totalmente dependente da medicação. Ao GP1, ele revelou que na falta dela, tem dificuldades até para se levantar da cama.
Diante dessa necessidade, Valdimir precisou contratar diversos empréstimos para arcar com a compra do remédio, cujos gastos já ultrapassaram R$ 700. “Eu tenho que tomar o remédio para poder andar, poder se alimentar, poder banhar, vestir uma roupa. Você não consegue nem varrer uma casa se não tiver com efeito do remédio. Precisa para fazer tudo. Se não tiver o remédio não consigo nem caminhar”, afirmou o paciente.
A situação ficou ainda mais delicada porque ele teve o benefício do INSS cortado e sem ter como pagar os empréstimos contraídos para comprar o Prolopa, o estado de saúde de Valdimir Alves tem piorado. A fonte de renda de pessoas com Parkinson, que em muitos casos não conseguem trabalhar, depende desse benefício. Sem ele, Valdimir faz um apelo por ajuda para continuar o tratamento. As doações podem ser feitas através do Pix: 86 99487-7648 (Domingas Helena Rodrigues da Silva).
Outro lado
O drama de Valdimir e outros pacientes que precisam do Prolopa 200/50 mg e dependiam do fornecimento gratuito ofertado pela FMS, ainda não tem previsão para acabar. Em nota, a pasta informou que o desabastecimento do remédio era causado pela inexistência de processo licitatório, mas que uma nova licitação foi feita e concluída em julho de 2025.
Mesmo assim, o material ainda não foi entregue pelos fornecedores contratados pela Fundação Municipal de Saúde (FMS). O órgão afirmou que acompanha a situação de perto, e que está tomando as medidas cabíveis para regularizar o abastecimento.
Confira a nota completa na íntegra
A Fundação Municipal de Saúde (FMS) esclarece-se que a falta do referido insumo, em período anterior, estava relacionada à inexistência de processo licitatório vigente. No entanto, a licitação foi devidamente concluída por volta do mês de julho, assim como outros processos de aquisição realizados em outubro. Apesar disso, os fornecedores vencedores ainda não efetuaram a entrega dos materiais, o que tem impactado o abastecimento.
A FMS reforça que acompanha de perto a situação e está adotando as medidas administrativas cabíveis para garantir a regularização do fornecimento o mais breve possível, assegurando a continuidade dos serviços à população.
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