Política

Moro e Deltran criticam homenagem a Lula: ‘apagaram o triplex e o sítio de Atibaia’

O senador Sérgio Moro (União-PR), que atuou como juiz na Operação Lava Jato, e o ex-procurador da força-tarefa responsável por apurar o maior esquema de corrupção do país, Deltan Dallagnol (Novo-PR), manifestaram críticas ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que levou à avenida uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os dois afirmaram que o enredo carnavalesco deixou de fora episódios da trajetória de Lula relacionados ao maior caso de desvios na Petrobras, envolvendo empreiteiras que reconheceram participação em esquemas de corrupção.

Para Deltan, a homenagem configurou uma espécie de propaganda eleitoral, descrita por ele como “revisão histórica com verba pública”. Ele afirmou que “a Sapucaí fez propaganda eleitoral de um homem que nunca existiu, mas que todos financiaram e ainda financiam”. Na sequência, relembrou investigações iniciadas em 2014, citando casos como o pedalinho, o sítio, o triplex, o mensalão, o petrolão e até a prisão do presidente. “Apagaram o pedalinho, o sítio, o triplex, o mensalão, o petrolão e até a prisão, mas a fantasia não muda a biografia”, declarou.

Também com tom crítico se posicionou Moro. O senador mencionou o sítio de Atibaia, que Lula nunca reconheceu como sendo de sua propriedade e recordou que o presidente chegou a ser condenado em duas instâncias sob a acusação de ter recebido vantagens indevidas para reformas no imóvel, entendidas pela Lava Jato como pagamento de propina. Mais tarde, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou essa decisão, assim como a condenação relacionada ao triplex do Guarujá, ao entender que o foro competente para julgar o caso seria Brasília, e não Curitiba.

Em publicação nas redes sociais, Moro adotou tom irônico: “Faltou o carro da Odebrecht e do Sítio de Atibaia no desfile do Lula”, escreveu. Na mesma mensagem, classificou a apresentação como “um deprimente espetáculo de abuso de poder”, alegando que houve exaltação de Lula sem menção aos escândalos de corrupção e ataques a adversários, com financiamento governamental. “A Coreia do Norte não faria melhor”, completou.

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