Futebol feminino do Piauí se destaca e vai estrear em duas divisões em 2026

O futebol feminino do Piauí ampliará sua presença no cenário nacional em 2026. Pela primeira vez, o estado terá clubes disputando simultaneamente o Campeonato Brasileiro Feminino Série A3 e Série A2, em estreias consideradas históricas para o futebol piauiense nas respectivas divisões.
As vagas foram conquistadas por dois clubes com trajetórias distintas, mas que chegam às competições nacionais após campanhas relevantes no calendário estadual e nacional: o Liga São João (Piripiri FC), e o Atlético Piauiense.
Time de Piripiri estreia na Série A3
O Liga São João, que este ano fechou parceria com uma agremiação nova no estado, o Piripiri FC, garantiu vaga no Brasileirão Feminino Série A3 de 2026 após alcançar a final do Campeonato Piauiense Feminino 2025. O desempenho no estadual assegurou ao clube não apenas a vaga na competição nacional, mas também a participação na Copa do Brasil Feminina.
A participação marcará a primeira experiência nacional do futebol feminino de Piripiri, colocando a presença do interior do estado no calendário da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O clube deve enfrentar equipes de diferentes regiões do país, em um torneio que reúne times em fase de estruturação e consolidação.
A Série A3 é considerada a porta de entrada do futebol feminino no cenário nacional e costuma ser marcada por equilíbrio técnico e desafios logísticos, especialmente para clubes fora do eixo sul-sudeste.
Foto: Elziney Santos

Liga São João/Piripiri FC comemorando o título do Piauiense Feminino 2025
Atlético Piauiense disputa a Série A2 pela primeira vez
Já o Atlético Piauiense viverá um novo patamar em 2026. O clube garantiu acesso à Série A2 do Campeonato Brasileiro Feminino após sua campanha na Série A3 em 2025, resultado que colocou o CAP entre as equipes que subiram de divisão.
O Atlético-PI foi campeão da terceira divisão, e essa foi a primeira vez que um clube piauiense conquistou um título brasileiro na modalidade. A Série A2 reúne equipes com maior estrutura, histórico recente em competições nacionais e projetos mais consolidados.
Apesar de ter ficado com o vice-campeonato estadual em 2025, o Atlético Piauiense conseguiu alcançar o principal objetivo da temporada: o acesso nacional, o que representa um avanço significativo para o futebol feminino do estado.
Foto: Gabriel Paulino

Atlético-PI comemorando o título do Brasileiro Feminino Série A3
O que representam essas estreias
As participações inéditas refletem um momento de expansão do futebol feminino no Piauí, que passa a figurar com mais regularidade no cenário nacional. A presença em duas divisões diferentes amplia a visibilidade do estado e oferece novas experiências para atletas, comissões técnicas e dirigentes.
Ao mesmo tempo, os desafios são proporcionais ao avanço. Questões como logística, calendário, montagem de elenco e financeiro tendem a pesar mais em competições nacionais, especialmente para clubes em início de trajetória fora do estado.
Para o Liga São João/Piripiri FC, a expectativa gira em torno de uma campanha competitiva na Série A3, com foco em adaptação ao formato nacional e consolidação do projeto esportivo.
No caso do Atlético Piauiense, o desafio será se manter competitivo na Série A2, enfrentando adversários mais experientes e buscando estabilidade na divisão, em um cenário considerado mais difícil tecnicamente.
As estreias de Piripiri na Série A3 e do Atlético Piauiense na Série A2 indicam um novo momento para o futebol feminino piauiense, que começa a ocupar espaços antes inéditos no cenário nacional. O desempenho em 2026 deve servir como termômetro para avaliar o crescimento dos projetos e apontar os próximos passos da modalidade no estado.
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