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Estados Unidos não descartam novas acusações contra autoridades da Venezuela

Um alto funcionário do governo dos Estados Unidos afirmou que a gestão do presidente Donald Trump não descarta apresentar novas acusações contra autoridades venezuelanas após a captura de Nicolás Maduro, ocorrida no sábado (3). Segundo ele, a cooperação com o governo americano é vista como o caminho mais adequado para os envolvidos.

As acusações anunciadas pelos EUA contra Maduro e sua esposa também incluem outras quatro pessoas, entre elas o filho do líder venezuelano e o chefe da organização criminosa Tren de Aragua, que permanecem na Venezuela.

Nesta segunda-feira (5), o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, afirmou que ainda pode haver autoridades venezuelanas consideradas fugitivas da Justiça americana.

“Pode haver indivíduos fugitivos da Justiça dos Estados Unidos que poderiam fazer parte de conversas futuras”, declarou Miller.

Possibilidade de novas acusações

Stephen Miller indicou que o governo norte-americano avalia a possibilidade de novas denúncias contra integrantes do regime venezuelano.

“Para aqueles que podem ser acusados, a melhor decisão que podem tomar é fazer parte de um processo construtivo de tomada de decisão para o futuro da Venezuela”, afirmou.

Segundo ele, a cooperação plena com os Estados Unidos pode influenciar o desfecho das investigações.

“A melhor decisão é cooperar total e completamente com os Estados Unidos para ajudar na construção de um futuro melhor para a Venezuela durante este período provisório”, acrescentou.

Entenda as acusações contra Nicolás Maduro

As acusações apresentadas na denúncia divulgada no sábado (3) repetem os quatro crimes já apontados em um processo aberto em Nova York, em 2020: narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e conspiração criminosa.

Apesar da semelhança nos crimes imputados, a nova denúncia apresenta diferenças na lista de réus, especialmente com a inclusão da esposa e do filho de Maduro.

No novo documento, o governo Trump acusa Maduro e seus aliados de terem transformado instituições do Estado venezuelano em estruturas de corrupção associadas ao narcotráfico, com benefícios pessoais.

De acordo com a denúncia, esse esquema “enriquece autoridades venezuelanas e suas famílias, ao mesmo tempo em que favorece narcoterroristas violentos que operam impunemente no país e ajudam a produzir, proteger e transportar toneladas de cocaína para os Estados Unidos”.

O documento, com 25 páginas, detalha um suposto complô envolvendo Nicolás Maduro, sua esposa Cilia Flores, seu filho Nicolás Maduro Guerra, dois integrantes do regime venezuelano e um líder do Tren de Aragua, organização classificada pelo governo americano como grupo terrorista estrangeiro.

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