Entenda trama de assassinato de empresário do ouro no PI; negociação de R$ 40mil

A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí (SSP-PI) divulgou detalhes da investigação que desvendou o assassinato do empresário que comprava e vendia ouro, Edivan Francisco, no dia 4 de janeiro, em sua residência no bairro Jacinta Andrade, zona Norte de Teresina. Ao todo, a investigação apontou seis envolvidos no crime, sendo três deles presos hoje.
Durante a operação deflagrada nesta sexta-feira (23) 16 mandados de busca e apreensão foram cumpridos e três pessoas foram presas.
O Cidadeverde.com apurou que três envolvidos foram presos. Os presos são: Venicius, responsável pelo uso do veículo de apoio, utilizado antes e depois da ação criminosa, Geovane, responsável por intermediar a falsa negociação, mantendo contato direto com a vítima, e Jalisson, responsável pela estrutura operacional com participação no contexto. A companheira de Geovane foi conduzida para prestar depoimento.
Outros três indivíduos, identificados como Edson, conhecido como Raimundinho, Luiz, conhecido como Rei do Ouro, e Adão, conhecido como Neurótico, estão foragidos.
“São indivíduos extremamente perigosos, eles já constavam com mandado de prisão em aberto, fazem parte de uma organização criminosa. O Adão tem diversas passagens, um indivíduo extremamente perigoso, o Raimundinho também é conhecido lá em Altos, tem muitas passagens pela polícia e são indivíduos que tem todo um histórico criminal e irão responder pelos atos praticados”, narra o delegado Natan Cardoso.
O delegado-geral, Luccy Keiko afirmou que os dois são indivíduos que costumeiramente migravam de Altos para zona Norte de Teresina. Eles são envolvidos em outros crimes e integram uma organização criminosa com atuação na cidade de Altos, interior do Piauí.
“Em Altos temos uma organização criminosa e conseguimos diminuir muito a atuação, mas ainda há um resquício. Nós vamos agora com certeza, com esse crime que nós já identificamos a participação deles, vamos realmente prender todos. De altos eles migravam muito para zona Norte de Teresina. Por isso que sempre fez operações em Altos e na zona Norte”, explica o delegado-geral.
As investigações continuam e o DHPP vai realizar o interrogatório dos presos e demais envolvidos. Ainda serão realizadas perícias no material apreendido.
Investigação aponta crime planejado
De acordo com as investigações feitas pelo DHPP, o crime foi planejado de forma minuciosa, com divisão de tarefas entre os envolvidos, desde a atração da vítima até a fuga após a execução. A polícia aponta que os suspeitos criaram um cenário de negociação comercial para atrair Edivan ao local onde o crime seria cometido.
O empresário atuava na compra e venda de ouro e mantinha contatos frequentes para negociação do metal, realizando transações presenciais, prática comum nesse tipo de atividade. No início de janeiro de 2026, ele passou a receber contatos insistentes relacionados a uma suposta negociação de cerca de 98 gramas de ouro, avaliadas em aproximadamente R$ 40 mil. A proposta reforçou a aparência de uma transação legítima e levou a vítima a aceitar o encontro.
Foto: Divulgação / SSP-PI
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Segundo o delegado Natan Cardoso, responsável pela investigação, G.R.S., conhecido como “GG”, foi apontado como o principal articulador da falsa negociação, mantendo contato direto com a vítima e demonstrando interesse constante na compra do ouro. As mensagens e ligações analisadas pela polícia indicam que a negociação foi utilizada como isca para atrair o empresário.
No dia do crime, ainda conforme a investigação, o suspeito continuou se comunicando com Edivan, acompanhando o deslocamento da vítima e alinhando o momento do encontro. Após aceitar concluir a negociação, o empresário seguiu até sua residência, onde acreditava que finalizaria a venda. Durante o trajeto, houve troca de mensagens que indicam o monitoramento em tempo real da movimentação da vítima.
Ao chegar ao local, Edivan foi surpreendido e executado. A polícia aponta que o crime teve motivação patrimonial. Após o homicídio, os suspeitos levaram joias de ouro que a vítima utilizava e retiraram um equipamento de armazenamento de imagens, numa tentativa de eliminar possíveis registros que pudessem auxiliar na identificação dos autores.
Foto: Divulgação / SSP-PI
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As diligências indicam que A.S.F.J., conhecido como “Neurótico”, e E.S.C., o “Raimundinho”, integraram o núcleo operacional do grupo, sendo apontados como participantes diretos da execução. Já V.N.S. é investigado por atuar no apoio logístico, incluindo o uso de um veículo que teria sido utilizado antes e depois da ação criminosa.
A investigação também identificou indícios de monitoramento prévio da rotina da vítima. L.B.N., conhecido como “Rei do Ouro”, é apontado como um dos responsáveis por esse acompanhamento. Outro investigado, J.S.S., conhecido como “Do Mal”, aparece vinculado à estrutura operacional do grupo, com participação relevante no contexto apurado.
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