Política

CPMI do INSS prepara novo pedido de quebra de sigilo do Banco Master, diz Duarte Júnior

O deputado federal Duarte Júnior (PSB-MA), vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, afirmou nesta quinta-feira (5), em entrevista ao SBT News, que a comissão vai reapresentar um pedido de quebra de sigilo do Banco Master, limitado às operações de empréstimos consignados vinculadas ao INSS.

Segundo Duarte, a decisão de não votar, nesta etapa, requerimentos que envolvem sócios do Banco Master, ex-ministros do governo Jair Bolsonaro e pessoas próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz parte de uma estratégia definida pelas lideranças da comissão para delimitar o escopo da investigação.

O parlamentar disse discordar da retirada de pauta, mas ressaltou que o entendimento foi de concentrar os pedidos em temas diretamente relacionados às fraudes nos descontos previdenciários. “A ideia é que a quebra de sigilo seja específica e pormenorizada, restrita aos empréstimos consignados e às informações subtraídas do INSS”, afirmou.

Ao comentar requerimentos que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, Duarte declarou que há indícios de tráfico de influência. Segundo ele, as operações do Banco Master estariam diretamente relacionadas ao uso indevido de dados do INSS. “Há uma proximidade extrema entre essas ações, o que caracteriza indícios claros de irregularidades”, disse.

Duarte também confirmou que o pedido de quebra de sigilo deverá voltar à pauta nas próximas semanas, após articulação para garantir quórum suficiente para aprovação. Paralelamente, destacou como central para a investigação a oitiva de Daniel Vorcaro, marcada para o dia 26, após acordo com a defesa.

“É melhor garantir a presença dele do que abrir espaço para questionamentos judiciais que inviabilizem o depoimento”, afirmou.

Nesta quinta-feira (5), por consenso entre líderes partidários, a CPMI do INSS deixou de votar requerimentos envolvendo o Banco Master, ex-integrantes do governo Bolsonaro e familiares do presidente Lula. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que os pedidos serão apreciados “na primeira oportunidade”.

sbtnews

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