Cão que encontrou corpo de motorista de app é treinado para detectar cadáver

O trabalho do cão farejador Neo, do Núcleo de Operações com Cães da FEISP (NOC), foi o responsável por localizar o corpo do motorista de aplicativo Francisco Allan Marques da Silva, de 27 anos. Ele foi encontrado na manhã desta quinta-feira (09), em uma área de mata entre os municípios de Altos e Alto Longá, no Piauí.
Treinado para buscas especializadas, o K9 Neo identificou o ponto exato onde o corpo estava enterrado em uma cova rasa. Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento em que o animal fareja o solo até indicar o local, mesmo com o corpo já em estágio inicial de decomposição.
Neo, que é da raça Braco Alemão, veio do estado do Pará e atua há cerca de um ano no Piauí. E, antes de atuar em operações reais, Neo passa por treinamento diário ao lado de outros cães do núcleo, que existe há cerca de quatro anos. Os exercícios simulam diferentes cenários, com variações de ambiente, clima e terreno, preparando os animais para situações reais de busca.
Segundo o coordenador do núcleo, Renée Alves, o treinamento é contínuo e busca reproduzir ao máximo as condições enfrentadas nas operações.
“O treinamento do K9 é realizado diariamente, com simulações em diferentes cenários e condições, para que possamos aproximar o máximo possível das situações reais que ele enfrentará em campo”, explicou.
Ele destacou ainda que o núcleo ampliou sua atuação nos últimos anos. “Inicialmente, atuávamos apenas na detecção de armas, munições e drogas. Em 2025, incorporamos cães da raça Braco Alemão, especializados na detecção de cadáveres e na busca por pessoas desaparecidas, ampliando nossa capacidade de atuação”, afirmou.
O K9 Neo é conduzido diariamente pelo bombeiro militar Kelton e integra operações conjuntas entre Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.
Foto: Arquivo pessoal

Entenda o caso
Francisco Allan estava desaparecido desde o dia 30 de março, em Teresina. Natural de Alto Longá, ele morava sozinho na capital. O último contato com a família ocorreu quando informou que faria uma corrida para a zona Leste, embora não haja registro da viagem na plataforma.
Na quarta-feira (08), seis pessoas foram presas durante uma operação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso. Segundo o delegado Jorge Terceiro, parte dos suspeitos tem ligação com organizações criminosas e mantinha relação com a vítima.
O corpo foi encontrado com uma lesão na cabeça, compatível com pancada, e coberto por folhagens. A identificação foi feita por meio de tatuagens e roupas. A principal linha de investigação é de latrocínio (roubo seguido de morte).
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