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Canetas emagrecedoras ganham popularidade, mas especialistas alertam para riscos

Com a chegada do verão, cresce a vontade de alcançar um objetivo estético. Nesse sentido, as canetas emagrecedoras apareceram como uma solução rápida para perder peso. Mas nem sempre a solução mais rápida é a melhor.

A psicóloga Patty Torres alerta que, sem mudanças de comportamento, o uso dessas canetas pode não trazer resultados duradouros.

“O que você está fazendo junto com a canetinha pra mudar o que fazia antes? Não tá indo na academia, não tá fazendo atividade física, não mudou a tua maneira de pensar. O que será que vai acontecer?”

Segundo ela, o emagrecimento começa pela mente e pela forma como o paciente se relaciona com a comida. A psicóloga reforça que criar novos hábitos vai muito além de contar calorias.

“A nossa mente é muito preguiçosa. Ela sempre vai ir pelo caminho que já conhece. Por exemplo: trabalhei pra caramba, tô cansada, exausta. Aí eu chego em casa, é muito mais fácil pedir uma comida do que ir pra cozinha preparar algo. Se eu estiver nervosa, é muito mais fácil me dar um chocolatinho”, explica.

Patty fala por experiência própria. Há oito anos, iniciou sua transformação pessoal e, em três anos, perdeu 50 quilos.

Juliene Pires, concurseira, além da insatisfação com o corpo sentia que os dias eram carregados de desânimo e cansaço. Para eliminar 17 quilos, ela adotou novos hábitos alimentares e incluiu o exercício físico na rotina: são 45 minutos de cardio por dia, além da musculação.

“Comecei a sentir vontade de ir na academia até nos finais de semana, uma coisa que eu achava um absurdo e que hoje faço com prazer. Hoje eu me sinto ótima, autoestima lá em cima, tenho mais disposição, vejo que minha saúde tá melhor. Valeu a pena, valeu muito a pena”, comemora Juliene.

Para uma transformação saudável e duradoura, especialistas recomendam procurar uma equipe multidisciplinar que possa orientar o paciente na jornada do emagrecimento. Não se trata de uma corrida contra a balança, e sim de uma busca contínua por saúde.

“A gente precisa entender se, daqui a pouco, existe uma questão hormonal dificultando esse emagrecimento, como problemas na tireoide. A equipe multidisciplinar abraça o paciente como um todo, compreende o ambiente dele e conduz da melhor maneira para que ele alcance seus objetivos, que devem estar sempre ligados à saúde, explica a nutricionista Júlia Dornelles.

cidadeverde

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