Polícia

Acusado de matar policial do Piauí durante operação é julgado nesta quinta-feira

A Comarca de Santa Luzia do Paruá, no Maranhão, realiza nesta quinta-feira (12) o Tribunal do Júri para julgar o empresário Bruno Manoel Gomes Arcanjo por homicídio qualificado contra o policial civil Marcelo Soares da Costa, 42 anos, em setembro de 2024.

O crime ocorreu durante o cumprimento de mandados da Operação Turismo Criminoso. Bruno também será julgado pela tentativa de homicídio contra quatro agentes na mesma ocasião.

A sessão foi designada pelo juiz Matheus Coelho Mesquita. O Tribunal do Júri está marcado para começar às 8h30, no Fórum da Comarca de Santa Luzia do Paruá.

Conforme o inquérito, após a equipe se identificar e entrar no imóvel, o acusado teria surgido armado com uma pistola e iniciado os tiros, provocando troca de disparos. Depois do confronto, ele se rendeu e foi conduzido à delegacia. Em depoimento, Bruno Manoel Gomes Araujo admitiu ter atirado, mas alegou que não sabia que se tratava de policiais e que acreditava estar diante de uma invasão domiciliar.

Ainda segundo a decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão, a defesa pediu a absolvição sumária ou a desclassificação do crime para homicídio culposo, mas o pedido não foi acolhido nesta fase processual.

Desde a prisão, o acusado tenta obter a liberdade na Justiça, mas responde ao caso em cárcere.

Relembre o caso

Foto: Renato Andrade / Cidadeverde.com

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Marcelo Soares da Costa cumpria mandados da Operação Turismo Criminoso, deflagrada contra fraudes no Departamento de Trânsito do Piauí (Detran). A equipe composta por quatro policiais, coordenada pelo delegado Laércio Evangelista, cumpria mandados contra um suposto estelionatário quando foram recebidos a tiros. Marcelo foi atingido no tórax.

Marcelo ainda foi socorrido pelos colegas para um hospital na cidade maranhense, mas não resistiu ao ferimento.

Em nota, a Polícia Civil do Piauí lamentou a morte do policial e desejo conforto aos familiares e amigos: “Durante sua atuação policial mostrou talento, compromisso, e ingressou nas Operações Especiais, tendo sido em sua última lotação, membro do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, DRACO”, afirma a PC-PI.

Segundo a polícia, Bruno Arcanjo era empresário na cidade maranhense no ramo da hortifrutigranjeiro, mas já tinha passagens pela polícia aqui no Piauí.

cidadeverde

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