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Relator da CPI do INSS pede prisão preventiva de Lulinha por risco de fuga


O deputado federal Alfredo Gaspar (PL), relator da CPI do INSS, solicitou a prisão preventiva do empresário Fábio Luís da Silva, filho mais velho do presidente Lula (PT). O pedido consta no parecer apresentado pelo parlamentar e ainda precisa ser aprovado pelos membros da comissão. No documento, Gaspar argumenta que há risco de fuga, já que Lulinha reside atualmente na Espanha. A defesa do empresário ainda não se manifestou sobre o caso.

Caso o relatório seja aprovado pela CPI, a solicitação de prisão deverá ser encaminhada à Advocacia do Senado e, posteriormente, analisada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da Operação Sem Desconto.

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha

Segundo o parecer, Lulinha deixou o Brasil com destino à Espanha logo após a deflagração da operação da Polícia Federal, em abril de 2025. Para o relator, a saída do país pode comprometer a aplicação da lei penal.

Suspeitas de pagamentos e indiciamento por quatro crimes

As investigações da Polícia Federal apontam que o lobista Antônio Carlos Camilo, conhecido como “Careca do INSS”, teria feito repasses mensais de cerca de R$ 300 mil à empresa RL Consultoria e Intermediações Ltda, ligada à empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha. Os investigadores apuram se o filho do presidente seria o beneficiário final desses valores.

No relatório, Alfredo Gaspar propõe o indiciamento de Lulinha pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção passiva. Ele está entre as 216 pessoas listadas para indiciamento no documento.

Apesar das acusações, a CPI não apresentou novos elementos além das investigações já conduzidas pela Polícia Federal. No texto, as menções ao empresário aparecem no condicional, indicando que ele “teria atuado” como facilitador de acesso e “possível sócio oculto” em negócios que dependeriam de decisões administrativas no Ministério da Saúde e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Mensagens e viagens sob análise

O parecer também cita mensagens trocadas entre Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo, nas quais há referência indireta a Lulinha após uma fase da operação policial. Além disso, a Polícia Federal identificou um padrão de viagens coordenadas entre os três, incluindo emissão conjunta de passagens e repasses superiores a R$ 640 mil para uma agência de turismo por uma empresa ligada à empresária. Dados cadastrais de Lulinha também teriam sido vinculados à empresa em viagens internacionais.

Para o relator, os elementos reunidos indicam que o empresário não seria apenas espectador das atividades investigadas, mas teria participação ativa no esquema, utilizando sua proximidade com o presidente para viabilizar negócios por meio de intermediação de pessoas e empresas.

O relatório ainda será analisado pelos integrantes da CPI.

gp1

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