Após campanha por tratamento, Victor Manoel morre aos 8 anos no Piauí

Victor Manoel, de 8 anos, morreu na noite desta quarta-feira (04) após mais de dois anos lutando contra o câncer. A criança foi diagnosticada com leucemia linfoide aguda em junho de 2023 e desde o ano passado vivia o agravamento da doença, chegando a ficar internado em Curitiba (PR).
A mãe de Victor, Ana Paula de Sousa Mineiro, lamentou a morte de filho.
“Senhor, recebe o Victor nos teus braços. Me envolve com tua paz, mesmo no meio da dor, sustenta meu coração que está em pedaços, dá forças para continuar vivendo. Amém”, relatou nas redes sociais.
No ano passado, Ana Paula realizou uma campanha para custear a terapia genética CAR-T Cell, que custa R$ 3,5 milhões e não é coberta pelo SUS nem por planos de saúde. Na época, uma vaquinha foi realizada para angariar recursos.
“O Victor é só uma criança. Ele merece viver. Eu não desejo essa dor pra nenhuma mãe, é uma luta que exige da gente tudo, mesmo quando a gente acha que não tem mais nada pra dar. Mas eu acredito no poder da fé, da oração e da solidariedade. Com a ajuda de todos, o Victor vai vencer”, concluiu Ana Paula.
Agravamento da doença
Foto: Arquivo pessoal
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A mãe de Victor, Ana Paula de Sousa Mineiro, utilizava as redes sociais para compartilhar a rotina do tratamento e a urgência por apoio financeiro. Em entrevista ao Cidadeverde.com, ela contou que o transplante de medula já não era mais viável, porque a doença avançou rápido e as medicações não surtem mais efeito.
“Infelizmente, mesmo que a gente encontrasse hoje um doador 100% compatível, ele já não pode fazer. Ele não tá mais respondendo às quimioterapias. A gente fez uma imunoterapia, que era a nossa última esperança, mas, ao invés de diminuir os blastos, aumentou. Antes da medicação ele tava com 5%, depois subiu pra 67%”, contou Ana Paula.
Segundo ela, Vitor agora está na UTI, com os rins comprometidos, e os médicos sugeriram uma nova rodada de quimioterapia para tentar reduzir temporariamente a presença das células doentes e viabilizar a coleta de material para o CAR-T.
“A gente veio pra Curitiba buscar esse tratamento. Fizemos novos exames e a doença tá avançando muito rápido. Pra fazer o CAR-T, ele precisa ter células boas e ruins no corpo. Mas ele está com 99% de blastos no sangue, e não tem células boas o suficiente pra coleta. Isso prejudicou o rim dele. Aí os médicos sugeriram essa nova quimio, pra tentar limpar um pouco o sangue dele e conseguir fazer a coleta. Só que mesmo coletando, o sangue só vai ser enviado pro laboratório de fora se o dinheiro estiver pago. Se não, o sangue fica congelado esperando o pagamento. E a gente não tem tempo”, desabafou.
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