Estátua sofre novo ataque na véspera da celebração do Dia de Iemanjá

A imagem de Iemanjá, localizada na Avenida Marechal Castelo Branco, em Teresina, foi novamente depredada. O caso foi registrado na madrugada de domingo (01), quando vândalos quebraram o vidro que protege a imagem e danificaram a mão da estátua. O crime ocorreu um dia antes do Dia de Iemanjá, celebrada nesta segunda-feira (2), data sagrada para os povos e comunidades tradicionais de matriz africana.
Ao Cidadeverde.com, o pai Rondinele afirmou que se trata de um caso de racismo religioso e intolerância religiosa. Segundo ele, um boletim de ocorrência foi registrado pela Articulação Nacional de Povos de Matriz Africana e Ameríndia.
“Aconteceu de sábado para domingo, na madrugada. É racismo religioso, intolerância religiosa e estamos aguardando um posicionamento da polícia”, conta.
Iemanjá é uma divindade das religiões de matriz africana, como o Candomblé e a Umbanda, considerada a orixá das águas salgadas, dos mares e da maternidade. É vista como mãe protetora, associada à fertilidade, ao acolhimento e à proteção da família. No Brasil, é uma das entidades mais populares, especialmente no litoral, onde recebe homenagens e oferendas, principalmente no dia 2 de fevereiro. Iemanjá simboliza o cuidado, a força feminina e a ligação profunda entre a natureza e a vida humana.
Foto: Reprodução / Redes sociais
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A imagem de Imenjá foi apedrejada por diversas vezes ao longo dos anos. Em abril de 2024, a nova imagem foi inaugurada na Avenida Marechal Castelo Branco e meses depois foi vandalizada.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) informou que o caso foi encaminhado à Delegacia de Proteção aos Direitos Humanos, que ficará responsável pela investigação. A secretaria afirmou ainda que imagens do Sistema de Videomonitoramento Urbano com Inteligência Artificial (SPIA) estão sendo analisadas para identificar o autor do crime.
A Articulação Nacional de Povos de Matriz Africana e Ameríndia – ANPMA-Brasil se manifestou sobre o caso, cobrando investigação, responsabilização, proteção efetiva aos monumentos religiosos e a implementação de políticas públicas permanentes de combate à intolerância religiosa.
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