Suspeito de ameaçar com arma e agredir jovens em condomínio é indiciado

A Polícia Civil do Piauí (PC-PI) indiciou David Macêdo, suspeito de apontar uma arma e agredir uma jovem durante uma discussão na área de lazer de um condomínio na zona Leste de Teresina, pelos crimes de ameaça e lesão corporal. O inquérito, concluído nesta quarta-feira (2), foi presidido pela delegada Amanda Bezerra.
“O autor foi indiciado pela prática do crime de lesão corporal e ameaça, em razão da vítima ser mulher, mediante mais de uma conduta e mais de uma ação, somando as penas por mais duas lesões corporais e duas ameaças praticadas contra dois outros homens que estavam no local, sendo um deles menor”, explicou a autoridade policial.
Vídeos gravados durante a ocorrência mostram o homem segurando um objeto semelhante a uma arma e caminhando em direção à jovem, que estaria filmando toda a situação. Nas imagens, ele toma o celular das mãos dela e os dois entram em confronto. Em seguida, outra mulher tenta intervir, mas não consegue impedir a briga.
A delegada explicou que a arma usada pelo suspeito não se tratava de um revólver e que por isso não foi considerada para o indiciamento. “A arma era de fato a airsoft com estrutura metálica e foi o objeto utilizado para a ameaça e a lesão. Portar airsoft não configura crime previsto no Estatuto do Desarmamento”, ressaltou.
Segundo a autoridade policial, David Macêdo alegou que a discussão teria começado após uma suposta perturbação do sossego cometido pelos jovens, porém os elementos colhidos pela investigação não conseguiram corroborar a tese defendida pelo suspeito.
“O que houve na verdade, ao que tudo indica pelas provas coligidas nos autos, eram conversas mais altas. E a existência sim de diversos aparelhos de som mas que foram desligados com o início das reclamações. Foi isso que foi apresentado nos autos”, pontuou Bezerra.
“A questão do abuso do aparelho sonoro não ficou constatado porque como disse a única testemunha que estava ali por fora de toda a cena informou que não havia a utilização desses aparelhos sonoros de forma forma exacerbada”, completou.
Além disso, a delegada destacou que a investigação não conseguiu identificar as pessoas que danificaram o carro do suspeito após briga, já que as câmeras do condomínio não estavam funcionando no momento da ocorrência. “Mas isso não quer dizer que posteriormente tais condutas com relação ao autor não possam ser investigadas”, disse.
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