Sem citar Lula, Donald Trump vê boa relação com Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (3) que mantém atualmente uma “boa relação com o Brasil” e sustentou que a América do Sul tem passado por uma virada política em direção à direita. Apesar de elogiar a relação bilateral, Trump não mencionou diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e atribuiu a si próprio um papel de influência eleitoral no continente.
“Aquela parte do nosso hemisfério está realmente se mostrando muito diferente do que era. Eles passaram da esquerda para a direita. Todos estão indo para a direita. Temos uma boa relação com o Brasil, uma relação realmente boa com praticamente todos eles agora”, declarou Trump.
O líder norte-americano também destacou o que considera um aumento do respeito dos países da região pelos Estados Unidos.
“Eles têm muito respeito pelo nosso país. Eles não respeitavam nosso país nem um pouco dois anos atrás. E, portanto, estamos indo muito bem na América do Sul e na América Latina”, completou.
Durante a declaração, Trump citou o cenário eleitoral de outros países do continente, como Colômbia e Argentina, afirmando ter colaborado para o sucesso de aliados na região.
Ao falar sobre o presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, Trump o descreveu como um líder forte: “Ele é um cara durão, mas agora é o presidente da Colômbia. Não se esperava que ele ganhasse, era um entre dez candidatos. Ele virou o jogo e está fazendo um ótimo trabalho, mas foi eleito.”
“Temos inúmeras pessoas, na Argentina, muitas pessoas que ajudei a eleger. Essa parte do nosso hemisfério realmente está se mostrando muito diferente do que era. Eles foram da esquerda para a direita”, acrescentou.
Questionado por jornalistas se o governo norte-americano tem planos de instalar bases militares na América do Sul — em meio a recentes acordos de cooperação com países como Colômbia e El Salvador —, Trump evitou responder diretamente à pergunta.
Em vez de detalhar eventuais planos de infraestrutura militar, o líder norte-americano voltou a destacar a mudança política na região e a influência que afirma exercer sobre eleições no continente.
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