Geral

Mães atípicas buscam apoio da Alepi para tratamento de seus filhos

A Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) recebeu nesta terça-feira (25) um grupo de pais e mães atípicos que buscam apoio para que seus filhos tenham acesso a tratamentos. A maior crítica é em relação um plano de saúde, que, segundo o grupo de pais, não oferece os tratamentos e, quando o fazem, são com profissionais despreparados e em atividades em grupo, mesmo quando o atendimento deveria ser individualizado.

João Paulo Campelo, advogado e pai atípico, conta que o apoio da Alepi é muito importante para que as crianças recebam o tratamento correto. “A Humana Saúde alega ter um Centro Intensivo de Neurodesenvolvimento para as crianças autistas, porém, quando se chega lá — como houve uma fiscalização no ano passado, em 2025 —, o que se constata é duas a três crianças por sala, com profissionais estagiários ou profissionais sem certificação”.

A mãe atípica Talita Melo reforça a denúncia contra o plano, afirmando que eles estão “induzindo o Judiciário ao erro”: “A Humana Saúde hoje tem colocado até provas fictícias nesses processos individuais. Dentro da Ação Civil Pública também tem acontecido muito isso”. A informação foi confirmada pelo grupo presente na Assembleia Legislativa, como já de haver em processo nome de profissional falecido como ativo nos tratamentos.

O pai atípico Fábio Oliveira pediu aos deputados estaduais apoio para que as crianças neurodivergentes continuem seus tratamentos. “Sou o pai de uma criança autista. Meu filho vinha sendo mantido numa clínica não conveniada ao plano Humana Saúde há um ano e três meses, e do nada o plano resolveu suspender o tratamento dele”, disse. Para Oliveira, os parlamentares poderiam pressionar para que as leis fossem aplicadas: “Existem leis que asseguram direitos aos autistas; existem regulamentações da Agência Nacional de Saúde”, protestou.

Durante a sessão plenária da Alepi desta terça-feira, o deputado Franzé Silva (PT) disse que são relatos muito tristes dos pais e mães e que os planos de saúde, “na ganância do lucro, têm descumprido o atendimento que é prescrito pelos médicos e isso ocasiona prejuízos enormes para essas crianças”.

O presidente da Alepi, Severo Eulálio (MDB), informou que já deixou agendada reunião no Ministério Público, com a procuradora-geral Cláudia Seabra, e que também buscará o Tribunal de Justiça “para que nós possamos aprofundar esse diálogo e atender aqueles que realmente precisam do poder público”, finalizou.

NOTA DA HUMANA SAÚDE:

A Humana Saúde informa que vem acompanhando e tratando individualmente as demandas relacionadas aos atendimentos realizados pela operadora em Teresina(PI), com o objetivo de assegurar a continuidade e a qualidade da assistência prestada aos pacientes.

A Humana Saúde reforça que permanece comprometida com a assistência aos beneficiários e com o atendimento às necessidades das crianças acompanhadas nas nossas unidades.

Os beneficiários que necessitarem de esclarecimentos ou suporte podem procurar diretamente os canais oficiais da Humana Saúde Nordeste, disponíveis 24 horas por dia pelo aplicativo, site ou telefone/WhatsApp 4004-7901.

ALEPI

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo