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Tempo para julgar feminicídio no Tribunal do Júri cai para 1 ano no Piauí

O feminicídio — homicídio praticado contra a mulher por razões da condição do sexo feminino — ganhou uma maior celeridade contra a impunidade no Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI). Segundo relatório divulgado nesta terça-feira (25), o tempo médio para o julgamento desses crimes no Tribunal do Júri reduziu significativamente, caindo de dois anos e oito meses para um ano e um mês. O levantamento constata também que tempo de tramitação de processos do Júri no Piauí cai de quase 10 anos para menos de três anos.

O resultado mostra o avanço em um dos itens mais criticados que é a morosidade no julgamento dos processos.

De acordo com o TJ/PI, os processos de feminicídio recebem tratamento prioritário. Em 4 de fevereiro de 2025, o tempo médio de tramitação desses processos era de 978 dias (dois anos e oito meses). Em 5 de agosto de 2026, o indicador alcançou 398 dias (um ano e um mês).

Piauí reduziu o número de feminicídio no estado, no entanto, os novos dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado mês passado, acendem um alerta para o crescimento de outras formas de violência de gênero, que atormentam as mulheres. Segundo a pesquisa, aumentou 31,1% os casos de stalking (perseguição) nas cidades piauienses, violência psicológica em 59% e em 34,1% os registros de estupros contra o sexo feminino.

Em relação ao tempo de julgamento de um processo do Tribunal do Júri em 2015 era de 3.522 dias, equivalente a nove anos e oito meses. Em 5 de agosto de 2026 caiu para 999 dias, cerca de 2 anos e 9 meses. Na prática, em um ano e seis meses houve uma redução de 2.523 dias, ou aproximadamente sete anos, permitindo ao Judiciário do Piauí alcançar a referência de até mil dias que é referência para o CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

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A redução no tempo de julgamento, segundo o TJ/PI, está relacionado a estratégia que combinou a realização de mutirões de sessões plenárias, acompanhamento permanente das unidades judiciárias, priorização dos processos mais antigos, reforço de magistrados, articulação com o Ministério Público e a Defensoria Pública e ampliação da estrutura destinada aos julgamentos.

Para o Corregedor-geral do TJ/PI, desembargador Erivan Lopes, os números demonstram o resultado de uma atuação planejada e integrada para enfrentar um estoque processual historicamente elevado.

“A redução do tempo médio de tramitação dos processos do Tribunal do Júri demonstra que planejamento, acompanhamento permanente e atuação integrada produzem resultados concretos. Estamos falando de processos que envolvem crimes dolosos contra a vida, de grande gravidade e repercussão social. Reduzir esse tempo de quase dez anos para menos de três anos significa dar uma resposta mais rápida à sociedade e aproximar a Justiça de quem espera por uma decisão.”

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Uma série de ações foram adotadas, entre elas foi concentrado os processos mais antigos, acompanhamento permanente das unidades, reforço de magistrados, apoio do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), diálogo com o Ministério Público e a Defensoria Pública e melhoria da estrutura física destinada às sessões.

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CIDADEVERDE

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