Celular chega a 94,8% dos lares do Piauí, mas estado tem menor índice do país

Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2025 mostrou o cenário do uso de tecnologia pela população piauiense. Os dados apontam que 94,8% dos domicílios do Piauí possuíam pelo menos um morador que utilizava telefone celular. O percentual representa um aumento em relação ao início da pesquisa, em 2016, quando 90,2% dos domicílios tinham moradores com acesso ao aparelho. Apesar do avanço, o estado ainda apresenta a menor proporção do país.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2025, do IBGE, que investiga o acesso da população às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC).
O Piauí tem o menor percentual de domicílios do Brasil com moradores que possuem telefone celular, seguido pelo Ceará (95,2%) e Pernambuco (95,5%). As maiores proporções foram registradas no Distrito Federal (99,3%), Goiás (98,8%) e Mato Grosso (98,7%). A média nacional é de 97,4%.
“Com relação à existência do serviço de telefonia nos domicílios, seja ela por telefonia fixa ou por celular, o estado do Piauí foi o que apresentou a menor proporção do país em 2025, com 94,9% dos domicílios possuindo acesso àquele serviço. Assim, 5,1% dos domicílios piauienses não possuíam qualquer acesso à telefonia, o que representava cerca de 60 mil domicílios do estado”, aponta a pesquisa.
As unidades da federação com maior proporção de domicílios com acesso à telefonia foram Distrito Federal (99,5%), Goiás (98,9%) e Santa Catarina (98,9%). A média nacional foi de 97,7% dos domicílios com acesso ao serviço.
Microcomputador
A pesquisa também analisou a presença de microcomputadores nos domicílios, incluindo computadores de mesa (desktop) e notebooks. No Piauí, 23,9% das residências possuíam o equipamento em 2025, percentual que coloca o estado na quinta menor posição do país.
O índice piauiense ficou acima apenas dos registrados no Maranhão (18,9%), Alagoas (23,2%), Ceará (23,3%) e Pará (23,8%). Já os maiores percentuais foram observados no Distrito Federal (62,8%), Santa Catarina (49,8%) e São Paulo (49,6%).
A proporção de domicílios piauienses com microcomputador caiu em relação ao início da série histórica da pesquisa, em 2016, quando 25,7% das residências possuíam o equipamento. O maior percentual foi registrado em 2022, com 26,8%.
Segundo o IBGE, a redução na presença de microcomputadores nos domicílios é um fenômeno observado em todo o país. “Em quase todos os estados do Brasil, o percentual de residências que possuem o equipamento é inferior ao período em que iniciou a pesquisa”, explicou o instituto.
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