Sindicato protesta após soltura de suspeito de atropelar policial penal do MA

O Sindicato dos Policiais Penais do Maranhão realizou uma manifestação na manhã desta quarta-feira (10), em frente à Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito (DRCT), para cobrar providências no caso do atropelamento do policial penal Gilvan Furtado Leite e de sua filha, uma jovem de 20 anos com transtorno do espectro autista (TEA).
Um vídeo feito por uma câmera de segurança mostra o momento em que pai e filha são atingidos pelo veículo do suspeito que invadiu a contramão da via. Em outro vídeo divulgado nas redes sociais é possivel observar sinais de embriagez no suspeito.
Foto: Câmeras de Segurança

A motocicleta de Gilvan foi atingida por um carro na noite de sábado (6), no bairro Bela Vista, zona Sul de Teresina. O policial penal costumava fazer o trajeto como uma forma de acalmar a filha.
Segundo o presidente do sindicato, Rodrigo Menga, o suspeito do atropelamento, que havia sido preso em flagrante, foi solto após audiência de custódia.
“Nós estivemos hoje na Delegacia de Trânsito fazendo reivindicações porque recebemos a decisão de soltura do infrator com muito sentimento de impunidade e injustiça. Por esse motivo, realizamos uma manifestação pacífica. Conversamos com o delegado para saber qual é o entendimento jurídico dele sobre o caso. Estaremos acompanhando de perto o andamento do inquérito e a classificação que for dada ao fato”, afirmou.
Foto: Reprodução Redes Sociais

Ainda segundo o presidente do sindicato, o estado de saúde do policial penal é grave. Já a filha dele apresentou melhoras e foi transferida para a enfermaria.
“Com relação ao Gilvan, se Deus quiser ele vai sobreviver, mas as sequelas vão ficar. Ele fraturou as vértebras L1, L2 e L3 da coluna e também sofreu um trauma cranioencefálico, que está causando pequenas hemorragias no cérebro. Ele não pode nem ser operado. Então, a situação dele é muito complicada mesmo”, relatou.
O crime está sendo acompanhado pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito de Teresina. O Cidadeverde.com, tentou contato com a delegacia para comentar sobre as investigações, mas ainda não obteve retorno.
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