Pai de Vorcaro pagou núcleo criminoso mesmo após prisão do filho, diz PF

Henrique Moura Vorcaro foi flagrado em mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF) repassando recursos para o grupo criminoso conhecida como “A Turma” mesmo após a prisão do filho.
Ele é apontado pela PF como “demandante, beneficiário e operador financeiro” do grupo. A contemporaneidade da conduta é uma das justificativas para sua prisão na sexta fase da Operação Compliance Zero.
Segundo a PF, em mensagem de 06 de janeiro de 2026, o policial federal aposentado Marilson Rosendo, apontado como uma das lideranças operacionais do grupo, teria desejado “feliz ano novo” a Henrique Vorcaro e pedido que “não o deixe à deriva”, porque “estava segurando uma manada de búfalo”.
Henrique responde, ainda de acordo com a PF, que “receberia recursos na quinta ou sexta-feira”, e que “enviaria 400”. Marison então teria respondido que “o ideal seria 800k e que ele estaria repassando só metade do valor”.
Para a Polícia Federal, 400 mil era o valor mensal destinado a manutenção das atividades do grupo criminoso, que seriam realizados tanto por Henrique Vorcaro quanto por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro que também está preso.
As mensagens estão reproduzidas na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, que autorizou a operação.
Daniel Vorcaro estava preso desde 18 de novembro de 2025, quando foi deflagrada a primeira fase da Operação Compliance Zero.
Os diálogos obtidos pela PF no celular do policial aposentado apontam que a participação de Henrique Vorcaro no esquema continuou mesmo após a segunda fase da Operação, que ocorreu no dia 14 de janeiro. Em 6 de fevereiro, Marison teria voltado a cobrar Henrique o acerto financeiro e o pai de Vorcaro responde que “hoje tá ao contrário” , pois ele é quem estaria precisando de ajuda.
SBT News




